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Albuns com inspirações country-folk – Parte 1

É fácil confundir folk com country. Principalmente quando começam a aparecer outros adjetivos no meio, como temos visto por aí. Alternative country, Psychedelic folk, Neofolk, etc.

Isso me fez ter vontade de escrever sobre alguns álbuns de artistas que não são bem folk, nem country, mas cultivam essa essência que faz toda a diferença. Vamos a alguns deles.

Brandon Flowers – Flamingo (Island, 2010)

Primeiro álbum solo do líder da banda The Killers, de longe uma das minhas favoritas. Mas confesso que a minha experiência na primeira audição do trabalho não foi das melhores. Mais “desgostei” que gostei do todo. Meses de tentativa depois, o álbum se tornou um dos meus preferidos. Toques de country e influências como Johnny Cash e a fase mais caipira de Elvis Presley são bem notáveis.

Norah Jones e Billie Joe Armstrong – Foreverly (Magic Shop Studio, 2013)

Quando penso, ouço ou escrevo sobre esse álbum, não me vem outra palavra além de inusitado. Som inusitado, dupla inusitada. E que bom que é assim. Norah Jones é conhecida, principalmente, por ser a menininha do jazz. Billie Joe Armstrong é vocalista da banda punk Green Day. De repente, os jovens se unem e decidem homenagear a dupla de country Everly Brothers, regravando, em apenas nove dias, o álbum “Songs Our Daddy Taught Us”, lançado originalmente em 1958.

Ben Harper – Childhood Home (Prestige Folklore, 2014)

Com a colaboração de sua mãe Ellen Harper, Ben deixa bem claro onde estão suas raízes. Tudo bem que estamos acostumados ao som calminho do rapaz em seu estilo meio soul, meio surf, meio jam, meio rock… Mas estamos falando aqui de, como dizia o Johnny Cash, um estilo de vida que faz a música e não de uma música que faz o estilo de vida.

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