Matheus Lessa

Faixa a Faixa: Maçã de Cesto comenta seu EP “Vezes Mil”

A banda Maçã de Cesto lançou “Vezes Mil“, seu terceiro EP em abril deste ano. A gente gostou tanto do trabalho que pediu ao Hugo Alves, vocalista da banda, para contar um pouquinho da história da banda e das faixas desse disco. Confere aí!

“Após o lançamento do segundo disco do Maçã de Cesto, Flávio entrou pra tocar bateria comigo. Até ai, a banda era de um homem só: eu. Logo após a sua entrada, começamos a ensaiar e criar novas músicas. E dessas novas músicas, resolvemos gravar um single e escolhemos a canção “Vezes Mil”. A faixa dá nome ao nosso terceiro disco”, disse Hugo. “Gravamos o single no estúdio do Felipe Vassão, que ate então, não fazia parte da banda. Depois do single estar pronto, ele ofereceu uma proposta de gravarmos um disco com cinco músicas. E em agosto de 2014, a gente começou os trabalhos. Gravei os violões, baixo e vozes. O Flávio gravou a bateria e percussões e o Felipe fez as Guitarras e vocais de apoio”.

1. Intro

Hugo Alves: Não tínhamos a intenção de gravar uma introdução para o disco. Essa faixa surgiu sem querer. Logo após as gravações de todos os violões do disco, eu comecei a dedilhar qualquer coisa no violão. Aquele dedilhado ficou tão legal, que achei que poderíamos usar para alguma coisa. Gravei o dedilhado. Dentro do estúdio tinha um banquinho de madeira. E esse banquinho tinha um ruído legal, também. Depois de gravar o dedilhado, eu tive que gravar o ruído do banquinho pra colocar na música. Logo depois, o Flávio gravou uns efeitos com conchas de ostras deixando a musica com um ar de tranquilidade. Então resolvemos colocar essa música para abrir o disco. E assim o disco ganhou mais uma faixa.

2. Vezes Mil

Hugo Alves: Essa foi a primeira gravação do disco. Lançamos esse single antes de gravarmos o disco inteiro. A música fala de amor de uma forma bem direta, bem explícita. Conta como foi um dos dias mais inesquecíveis da minha vida. O dia em que conheci a minha namorada. Conto (canto) cada detalhe daquele dia, de uma forma bem simples e poética.

3. Linda

Hugo Alves: Tivemos muita influência dos Beatles na gravação desse disco. E acho que a que ficou mais “caruda” mesmo, foi a terceira faixa. Principalmente na bateria. Também tivemos referências de Los Hermanos e Sera Cahoone. Escrevi essa letra depois de um dia de trabalho. Aquele foi um dia bem puxado, bem estressante, bem “pé no saco” mesmo. E o que eu mais queria era ir voando pra casa, sentar no sofá, assistir um filme e jogar conversa fora com a minha mãe (risos). É disso que a música fala. De esquecer das coisas ruins e ir voando para o nosso porto seguro, para nossa calmaria e de ficar com quem a gente ama. E “Linda” é o nome dela.

4. Ele e Ela

Hugo Alves: Essa música era pra estar no segundo disco do Maçã (#2). Na época, eu não tinha gostado muito do resultado final. Ia ter participação de um vocal feminino que acabou não dando muito certo. Então acabei descartando de vez essa música do disco #2. Ela quase ficou fora na gravação do terceiro disco, também. Mas o Felipe e o Flávio acabaram me convencendo de deixá-la. Ela era bem mais simples do que é hoje. Era o mesmo andamento do começo ao fim. Só violão e bateria. Mudamos o final dela na última hora. E sem vocal feminino. Gravamos nós três os vocais no final e talvez isso tenha me animado mais. Achei bem legal o resultado dessa vez. “Ele e Ela” fala daquela necessidade que a gente tem de Amar e ser amado. De ter alguém ao nosso lado para o resto das nossas vidas. Nossa alma gêmea. Essa pessoa aparece quando a gente menos espera. E é quem a gente menos espera.

5. My Cocaine Blue

Hugo Alves: Essa foi a primeira música que criei junto com o Flávio assim que ele entrou para a banda. E nela eu conto como é difícil viver sem a presença da pessoa que amamos. A abstinência que dá com a falta do outro. Escrevi essa música para minha namorada no nosso primeiro dia dos namorados. Moramos em cidades distantes um do outro. E nessa canção eu falo da falta que ela me faz. “My Cocaine Blue” se refere ao meu vício dos olhos azuis. E não tem referência nenhuma com “Cocaine Blues” do Johnny Cash.

6. Bolero de Nós Dois

Hugo Alves: É a música mais crua, mais simples e sem muita edição. Gravei ao vivo em um só take. Só voz e ukulele. Quase todo o disco é dedicado a minha namorada e essa última faixa conta como é bom estar com ela “dormindo em meus braços dentro do meu carro” em um dia chuvoso, ou não. Tendo aquele momento só nosso. Logo após a gravação do disco, o Felipe Vassão entrou pra banda. E o Kim Akay entrou depois do lançamento em abril de 2015.

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