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Indie folk duo Radnor and Lee lançam seu primeiro álbum; vem ouvir

Minha relação com Radnor & Lee não é diferente da que tenho com a maioria dos artistas que acabei conhecendo por gostar de garimpar playlists e sites de música mais ou tão desconhecidos que o meu próprio.

Quando soube do duo, estava completamente empolgada com o Josh Radnor porque eu tinha acabado de maratonar em apenas 1 mês os nove anos de How I Met Your Mother. E sim, estava bons anos atrasada. Mas isso não vem ao caso. Comecei então a acompanhar o perfil do projeto Radnor & Lee nas redes sociais e a mergulhar nas canções do Ben Lee que, confesso, conhecia muito pouco.

A cada novo lançamento de single, eu me apaixonava ainda mais pelo som desses dois amigos que resolveram fazer músicas juntos, falando sobre vida, amor e espiritualidade.

A princípio o disco se chamaria “Love Songs for God & Women” e, para mim, essa era mesmo a sintetização de tudo que as letras falam. Mas optaram por lançar o projeto homônimo.

O primeiro single a ser lançado foi “Being Like The Being”, faixa que abre o disco com alegria nos trazendo uma reflexão detalhada sobre os “e se…” da vida. Pouco tempo depois do seu lançamento, a canção ganhou um clipe incrível dirigido pelo próprio Josh Radnor.

Coincidência ou não, “Doorstep”, o segundo single, também é a segunda faixa. Mais suave que a anterior, com mais cordas, vozes mais arrastadas e uma certeza que vai perdurar por todo o disco: as narrativas e os jogos de vozes entre os dois tornam esse trabalho completamente autêntico. Vale lembrar que “Doorstep” ganhou um clipe sensacional, no qual o duo juntou todas as ideias enviadas pelos fãs.

“Hello My Beloved” chega a seguir, com um ar mais sofrível e um arranjo peculiar delicioso. A quarta faixa é “One Foot in Front of the Other”, uma baladinha mais pop, com um refrão fácil de cantarolar e, se você fechar os olhos, vai conseguir imaginá-la na trilha sonora de algum filme gostoso de ver num fim de tarde.

“It’s Yours Once You Give It Away” tem um ar mais clássico, a harmonia das vozes delicadas me lembraram o jeito Simon & Garfunkel de cantar. E a repetição do título no refrão me remeteu a “Blowin in The Wind” do Dylan.

Chegando a metade do disco, encontramos “Still Though We Should Dance”, terceiro single do duo, que conta com a participação da cantora Sam Shelton, e que ganhou nessa mesma semana de lançamento um lyric vídeo animado feito pela Rachel Hurley. A faixa é maravilhosa, com pegadas de irish folk. Assim como o título propõe, dá vontade de dançar.

“Get Back To Nature” tem uma delicadeza imensa, e acredito que seja a faixa que deixa mais evidente a beleza da voz do Ben Lee. “Early in The Morning” é uma canção curta e tem um ar gospel que lembra Elvis e Cash, é curiosa e muito boa ao mesmo tempo. A faixa, que foi um grande sucesso com o trio folk Peter, Paul and Mary, é o único cover do trabalho.

Eu amo faixas com letras gigantes que soam mais faladas que cantadas e te deixam sem fôlego no final da frase, “All Sall Be Well” é exatamente assim. Também tenho um carinho pela canção por ela ter sido a primeira música que ouvi o duo cantar.

Partindo para o final do trabalho, temos “Falling Upward”, faixa que começa tímida, mas vai crescendo gradativamente e ganhando foot tapping, backing vocals e um delicioso ar festivo.

“Wilder Spaces” é a faixa que encerra o disco, também é a canção mais longa e com o arranjo mais detalhado. Fecha com chave de ouro, esse disco que é uma das coisas mais autênticas e criativas que ouvi este ano, deixando a curiosidade de saber o que mais esse duo pode vir a fazer no futuro. A propósito, tem uma música que eles cantaram na live que fizeram em nosso Facebook que não está no disco, clica aqui para ver.

Abaixo vocês podem ouvir o álbum na íntegra.

Turnê no Brasil

Radnor & Lee estão com data marcada para uma série de shows no Brasil em janeiro de 2018. A dupla passa por Belo Horizonte, Curitiba, Limeira, São Paulo e Rio de Janeiro. Veja mais informações neste link.

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