This Nov. 9, 2014 photo shows, from left, Jim James, Rhiannon Giddens, Marcus Mumford, Taylor Goldsmith and Elvis Costello posing in in New York in promotion of "Lost on the River: The New Basement Tapes," an album produced by T Bone Burnett and created by the musicians using lyrics written by Bob Dylan for the legendary "basement tapes" recordings. (Photo by Drew Gurian/Invision/AP)

The NEW Basement Tapes: o álbum de letras perdidas de Bob Dylan que pouca gente conhece

Não, este disco não é uma novidade. Para ser precisa, ele foi lançado no finalzinho do ano de 2014, período em que o FolkdaWorld nasceu.

Acontece que conversando com alguns amigos sobre esse álbum, descobri que a maioria deles desconheciam essa preciosidade, então passeei pelos posts do site e vi que também nunca havia falado sobre ele aqui.

Na verdade, ‘Lost on the River: The New Basement Tapes’ não se trata de um disco, mas de um projeto encabeçado pela Egyptian Records, gravadora de Bob Dylan, que juntou grandes músicos para criar arranjos para diversas letras inacabadas de Dylan.

thenewbasementtapes

Ao que parece, tudo começou quando uma caixa de letras (manuscritas e datilografadas), datadas de 1967 – período em que Dylan viveu em uma casa em West Saugerties, conhecida como “Big Pink”, onde a The Band gravou 30 músicas, muitas delas lançadas em The Basement Tapes (1975) – foi entregue pelos editores de Dylan ao amigo e produtor musical T Bone Burnett.

T Bone recrutou então para o projeto Elvis Costello, Rhiannon Giddens (Carolina Chocolate Drops), Taylor Goldsmith (Dawes), Jim James (My Morning Jacket) e Marcus Mumford (Mumford & Sons). Johnny Depp também apareceu durante as gravações para algumas pontinhas, como vocês podem ver no vídeo abaixo.

Eu adoro esse tipo de projeto que mostra como a música é versátil. Pense que essas faixas foram feitas por Dylan, mas por algum motivo não foram terminadas. Muitos anos depois pessoas que cresceram e/ou se identificam com o som que ele fez (e faz) finalizam essas músicas e dão sua cara a ela, sem perder o sentimento original. É o que acontece, por exemplo, com ‘When I Get My Hands On You’, minha faixa preferida do projeto.

Outra coisa legal desse projeto é que, aparentemente, T Bone quis preservar a ideia das gravações da “Big Pink”, colocando todo mundo para gravar junto, ao vivo, e cara a cara, dando aí um caráter mais pessoal e íntimista ao projeto.

Alguns lyric vídeos e performances ao vivo foram disponibilizados neste canal oficial do projeto no YouTube.

De quebra, o projeto tem um documentário, dirigido por Sam Jones. Além das cenas de gravações, o trabalho conta com entrevistas – incluindo o próprio Bob Dylan. Vejam o trailer aqui:

Ouça o álbum na íntegra:

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