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Conversamos com o músico e produtor cultural Eduardo Sanna sobre a cena folk em Minas Gerais

Eduardo Senna é um dos responsáveis por muito do que tem sido feito no cenário folk de Minas Gerais. Dono da produtora Vitrola Viva, criada em 2012 com o intuito de fomentar a coletividade musical na região, ele é super engajado na produção de diversos eventos, além de integrar a banda Country Bumpkins. Conversamos com ele sobre tudo isso e um pouco mais. Confere aí!

FolkdaWorld: A Vitrola Viva já surgiu com o ideal de produzir country e folk ou você foi percebendo essa necessidade aos poucos? 

Eduardo Sanna: A Vitrola viva é uma produtora que desde sua criação é baseada em um novo conceito de empreender, com foco na coletividade e parceria com outras produtoras e músicos. Nós não possuímos concorrentes, todos são parceiros, pois aqui a coletividade e boas parcerias são nossa maior ferramenta pra conseguir obter resultados cada vez maiores.

Nosso forte sempre foi produção audiovisual e criação de artes, mas por sermos músicos atuantes na cena Folk Belo Horizontina, por volta de 2014 sentimos a necessidade e começamos a apoiar e produzir festivais culturais. Alguns deles hoje se tornaram grandes festivais que realizamos em parceria com outras produtoras, como o Sumidouro em Cena que conta com a apresentação de grandes nomes da cena Folk aqui de Minas e já está indo para sua 4ª edição. Em 2016 fizemos também o Circuito do Blues que já vai pra sua segunda edição, o Minas Gourmet, o Chapadas Folk’n Blues e atualmente estamos com o Folk Sessions, um evento itinerante com a finalidade de fomentar a cena Folk, são sessões sempre com duas apresentações de folk music em diversos lugares que abraçam o movimento.

FolkdaWorld: Como é esse processo de organizar eventos aí? Rola algum apoio ou é na raça mesmo?

Eduardo Sanna: Normalmente é na raça mesmo e por aqui temos parcerias com outros produtores e bandas, já que a gente tem o intuito de divulgar a cultura Folk e uma vez que nossas bandas estão inseridas nesse contexto.

Em alguns eventos como o Minas Gourmet e o Sumidouro em Cena nós temos algum apoio da Prefeitura, que ajuda com banheiros químicos, disponibiliza o lugar e alguma estrutura. Mas um festival envolve muitos outros gastos e riscos muito maiores.

Diante desse cenário político-econômico que vivemos, nossa única alternativa é fazer na raça como você disse, e fazemos isso empreendendo junto a parceiros e comerciantes locais que arcam com geralmente 20% das vendas. Além disso temos os Foodtrucks e outros expositores que pagam um taxa de inscrição que também ajuda a viabilizar parte dos custos. Isso não reduz muito o risco, mas são formas de fazer acontecer com nossos próprios recursos.

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Sumidouro em Cena

FolkdaWorld: Percebo que o cenário country e folk é bem forte em Minas Gerais. A que você atribui o crescimento da cultura folk por aí?

Eduardo Sanna: De fato a cultura folk está sendo mais valorizada, e parte desse crescimento vem da busca das pessoas por cultura e música de raiz. Mas vale observar que, aqui em Minas além de nós existem vários outros produtores que fomentam essa cultura e encaram a batalha de produzir festivais, levando o Folk como estilo de vida. Essas pessoas amam o que fazem e juntos fomentam cada vez mais o público. Sem dúvida essa coletividade é também responsável por esse crescimento.

Posso citar alguns como o Lucas Rinor, Lisandro Ruas, Felipe Dolabela, Bronco Billy, Ramon Ruiz, Gedeon Antunes e também meu amigo Wilson Souza,  lá em Pará de Minas com o Dipanas Blues que também sempre traz shows de country e folk em seu line up. Todos esses que citei e muitos outros por aqui são além de produtores grandes amigos e parafraseando o Lucas Rinor, “Juntos em união formamos o que chamamos de Folk Family”. Por aqui a Folk Family não para de crescer e ganhar cada vez mais adeptos. 

FolkdaWorld: Você também tem uma banda folk. Ela surgiu antes ou depois da produtora? 

Eduardo Sanna: A produtora foi criada antes das bandas e é a principal responsável por tudo que vem acontecendo.

FolkdaWorld: Me conta um pouquinho do teu trabalho como músico.

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Eduardo e Lucas – Foto: Facebook

No começo de minha carreira como músico toquei gaita e violão em algumas bandas de country e blues, meu instrumento principal é a gaita e além das bandas de blues que toquei fui gaitista do Lucas Rinor, pegamos muita estrada juntos e passamos por muitas cidades tocando country além de seu trabalho autoral que é ótimo.

Depois fui sentindo necessidade te ter meus próprios projetos e foi quando junto com a Luciana Periard (minha parceira de vida e de banda) criamos os Country Bumpkins, que hoje tem sua formação mínima de quarteto mas conta com 8 integrantes em sua formação completa: vozes, banjo, gaita, violões, piano e violino.

Temos um carinho muito especial por esta banda que começamos a formar, pois nessa jornada além de excelentes músicos, conquistamos grandes amigos. Realizar esse trabalho junto a essas pessoas que tanto gostamos hoje vem nos trazendo muita alegria e é o combustível pra irmos cada vez mais longe.

Estamos lançando nosso primeiro EP nesse semestre, ele foi gravado ao vivo em um show que fizemos no Chapadas Folk’n blues.

Abaixo, vocês conferem uma uma prévia do que está por vir:

É de Minas ou região e quer trocar uma ideia com a Vitrola Viva? Basta entrar em contato via Facebook ou no site oficial da produtora.

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