Os 12 melhores álbuns folk de 2015

Fim de ano é tempo de listas e mais listas sobre as melhores (ou piores, vai saber) coisas que aconteceram ao longo desses doze meses.

Aqui no FolkdaWorld optei por fazer uma retrospectiva bem bacana sobre os 12 melhores álbuns folk que ouvi no decorrer de 2015. Não quero ser pretenciosa, essa lista foi baseada basicamente na minha playlist. Espero que vocês curtam e, caso vocês não tenham escutado nenhum deles, ainda dá tempo de incluir muita coisa na sua playlist. A ordem não tem muito a ver com preferência, apenas com a data de lançamento. Confere aí!

The Firewatcher’s Daughter (Brandi Carlile) – lançamento 06 de março
Sempre que alguém me pede referência de mulheres cantando folk ou country, eu indico a Brandi. Ela é um dos nomes mais fortes no estilo atualmente (pelo menos para mim). Nesse álbum, ela parece dar tudo de si e, para isso, conta com seus irmãos (que são gêmeos!). É bonito, harmônico e dá um toque sensacional de atualidade dentro do redneck.

If I Was (The Staves) – lançamento 23 de março
Vocês têm que concordar comigo que o trabalho das irmãs Staves sempre foi bem feito. Agora, ter um trabalho produzido pelo Justin Vernon (Bon Iver) não é para qualquer um. A parceria conseguiu reunir a poesia de um com a doçura do outro. E isso casou perfeitamente. O carro chefe “Make It Holy”, que conta, também, com o vocal de Justin é sensacional.

Carrie & Lowell (Sufjan Stevens) – lançamento 31 de março
Uma obra prima do Sufjan. O álbum foi comentadíssimo durante o seu lançamento. É um álbum poético que lida com sentimentos bem profundos. É triste e melancólico. Exprime toda dor de um filho que perdeu sua mãe. Inclusive, o nome do disco é uma homenagem a mãe de Sufjan, que morreu em 2012, e ao seu padrasto. Se você é daqueles que consegue ver beleza na nostalgia, vai curtir bastante esse disco.

Whispers II (Passenger) – lançamento 20 de abril
Os acordes e a voz características do Michael David Rosenberg, aka Passenger, não têm erro. O cara acertou a fórmula mais uma vez nesse disco. É lindo e puro. Amo ouvir música assim enquanto leio, consigo rapidamente transformá-la na trilha sonora de seja qual for o romance que estou lendo. Assim como o volume 1, “Whispers II” acalma e encanta.

Before This World (James Taylor) – lançamento 16 de junho
Sem dúvidas esse foi um dos álbuns mais comentados no cenário country-folk. Taylor, que é um dos meus cantores favoritos do estilo, chegou com este trabalho ao 1º lugar da Billboard pela primeira vez. Para você ter uma ideia do que isso significa, o primeiro álbum de Taylor foi lançado em 1968, e 11 deles estiveram entre os 10 melhores, mas nenhum tinha alcançado até então o sempre tão desejado primeiro lugar.

Watkins Family Hour (Sara Watkins, Sean Watkins e convidados) – lançamento 24 de julho
Sou suspeita para falar sobre o trabalho desses irmãos. Sara e Sean Watkins são excelentes no que fazem. Seja em projetos solo ou em suas bandas paralelas. Aqui, não é diferente. Em parceria com Fiona Apple, Benmont Tench, Don Heffington, Greg Leisz e Sebastian Steinberg dão nova vida a clássicos americanos. O disco foi gravado ao vivo e ao longo de apenas três dias.

Imaginary Man (Rayland Baxter) – lançamento 14 de agosto
Rayland Baxter foi uma das minhas descobertas desse ano e ficou muitas semanas tocando no meu Spotify. Ele não poderia faltar nessa lista. Não vou dizer que é mais do mesmo porque realmente não é. Ele faz um excelente folk narrativo e expressa ter muito da essência do folk roots, passeando pelo americana e pelo country.

Nathaniel Rateliff & The Night Sweats (Nathaniel Rateliff & The Night Sweats) – lançamento 21 de agosto
Ora, não é segredo algum que eu sou encantada pelo folk do Raletiff. O conheci com seu disco “Falling Faster Than You Can Run” e desde então, sempre fico ligada em seus lançamentos. Neste ano, ele se juntou ao The Night Sweats e juntou o folk ao soul num dos trabalhos mais bonitos que já ouvi. Sério!

Live In No Particular Order: 2009 – 2014 (Edward Sharpe & The Magnetic Zeros) – lançamento 26 de agosto
Sabe o que mais gosto nessa banda? Enquanto muitos músicos folks falam de sofrimento e dor, amores perdidos, etc. Esse pessoal está celebrando a vida com músicas excelentes e cheias de instrumentos, pulando no palco. Essa compilação ao vivo mostra isso ainda mais. São as melhores canções desses músicos magnéticos apresentadas em turnê ao londo dos últimos 5 anos. É para dar play, para colocar no carro enquanto dirige numa longa viagem, para fazer faxina em casa, para cantar junto, para banhos longos e para ficar difícil de escolher a melhor música.

1989 (Ryan Adams) – lançamento 21 de setembro
A ousadia e criatividade do melhor cantor de folk rock da atualidade (minha opinião, hein!?) foi o centro das atenções na semana do lançamento desse álbum incrível. Sim, ele regravou todo o álbum da Taylor Swift de um jeito que mal dá para reconhecer as músicas. Ficou lindo. É sem dúvidas um álbum que merece destaque em qualquer lista de melhores discos do ano.

Didn’t He Ramble (Glen Hansard) – lançamento 18 de setembro
O que falar do Glen que já conhecemos e tanto amamos, né verdade? Glen é um dos músicos folk mais bem sucedidos da irlanda e fez bonito mais uma vez. Nem sei como ele consegue fazer algo tão bom, tendo que dividir seu tempo com todos os outros projetos que tem. A minha única certeza é que esses acordes merecem estar listados aqui.

The Burning Edge Of Dawn (Andrew Peterson) – lançamento 09 de outubro
Andrew tem características marcantes nos cantores cristãos de Nashville, mas certamente se destaca em suas narrativas folk. Quando o dedilhado e suas maravilhosas histórias cantadas (desculpe o trocadilho) entram em cena, é dificil não reconhecer criatividade e talento. Vale muito a pena parar alguns minutos para apreciar esse trabalho.

Essas listas nunca são justas, sempre faltam muitas coisas legais que a gente quer comentar. Sei que não estão aqui álbuns de grandes caras que também saíram esse ano como I Love You, Honeybear (Father John Misty); Short Movie (Laura Marling); What a Terrible World, What a Beautiful World (The Decemberists); No No No (Beirut); Work It Out (Lucy Rose); Dark Bird Is Home (The Tallest Man On Earth) e Sing Into My Mouth (Iron & Wine, Ben Bridwell). Mas esses foram os meus preferidos, e os de vocês? Contem aí!


Confira também nossa lista do ano passado sobre músicas para inspirar seu 2015. 😉

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